Aniversário do Meu Pai dia 31 de julho...
Esse moço de mãos fortes que me apóia mansamente em seu colo,
me carrega pela vida, me mostra as flores, me poupa das dores,
me prepara para o caminho sem a sua parceira,
cuida de mim, dos meus irmãos e dos nossos sonhos,
cuida do frio que sinto na madrugada,
cobrindo o meu corpo com a coberta caída no chão.
Esse moço assovia feito um passarinho, canta e sorri...
Leva-nos em seu olhar,
corre assustado quando me machuco.
Aplaude nossas vitórias,
estufa o peito para falar dos filhos...
Esse moço tem os tratos macios,
enche os olhos de lágrimas,
herança passada a todos.
Esse moço de mãos fortes...

na foto: Meu pai, minha mãe comigo no colo
Meu pai comigo no colo 

Meu pai na praia
Feliz aniversário "Seu" Mauro...
Escrito por Mauro Medeiros às 11h37
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Um pouco mais do meu teatro...
Criança Desnaturada
Matuska Ribeiro e Fania Espinosa - 1997
Criança Morta - Você que mora no castelo,
ouve agora o meu coração,
como antes apenas os anjos ouviam.
Fica então um pouco mais e descobre porque morri!
Escrito por Mauro Medeiros às 16h39
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Para uma mulher de marte...
Da morte, avisto o Anjo
que em meu corpo me busca,
solto-me no ar amparado por suas asas,
antes que das minhas busque eu o vôo
sobre tantas outras.
Da morte, um Anjo me avista,
busca-me longamente
conduzindo-me em vôo,
guiando minhas asas,
sem que nas dele eu me segure.
Da morte, avisto as flores
que em meu peito repousam,
esqueço nelas os espinhos
agarrado às suas pétalas,
recolhendo delas o perfume.
Da morte, sou dela o abrigo,
entrego-me entre asas e flores,
repouso em seus braços
buscando o Anjo da minha morte,
pedindo dele a vida.
Da morte, não vejo mais o Anjo que me busca,
não sou nem asas, nem flores,
sem um reflexo que me revele,
não me vejo,
sou da morte quem não quero,
sou meu Anjo, sou quem vivo...
Escrito por Mauro Medeiros às 00h47
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Um pouco do meu teatro...
Das Vezes Que Mamãe Chorou... 
1997 em cena Patrícia Pires Mãe -
Escrito por Mauro Medeiros às 14h07
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Um caminho para os pés cansados,
que pisam pesadamente a areia da praia,
um lugar para um corpo cansado,
que afunda a palha que lhe serve de cama,
uma visão para os olhos cansados,
que não enxergam a lua na despedida do sol,
uma flor para as mãos cansadas,
que esmagam a leveza com a força de seu toque,
uma canção para os ouvidos cansados,
que não escutam nem a própria voz,
que cansada nada quer falar...
Um coração para um peito cansado,
que o amor não mais abriga...
Escrito por Mauro Medeiros às 01h21
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Dá-me ao peito a inquietude de um sentimento, solta-me então ao vento, ou deixa-me entregue ao mar, como que flutuando por sobre as ondas, aonde à beira de uma praia, irei ainda aportar. Solta-me ao peito da inquietude, que entregue ao vento, repouso à beira da praia, no mar, nas ondas de um sentimento, onde em seu peito irei aportar.
Escrito por Mauro Medeiros às 00h16
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Um olhar...
arranco do jardim as flores,
do dia as cores,
apago dos olhos o brilho de quem me olha,
meu hálito é amargo,
meu suor forte,
meus tratos são rudes,
meu falar ríspido,
o sorriso não mais me ilumina a face,
arranco dos meus olhos a beleza,
do peito o meu coração,
arranco as minhas asas,
e de mim,
a mim mesmo...
Escrito por Mauro Medeiros às 13h37
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Lua...
Noite passada vi a lua,
uma lua diferente de outras noites,
trajada por um manto, de um vermelho alaranjado,
ela flutuava mansa, na noite silenciosa,
sobre os olhares apaixonados.
Noite passada vi a lua...
Escrito por Mauro Medeiros às 11h42
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Um presente da minha filha...

desenho feito por Ana Carolina
Assim a minha filha me retratou em 1995.
Escrito por Mauro Medeiros às 15h54
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11 anos...
Eu gostaria hoje de ter 11 anos,...
Para poder comer fruta no pé, andar à cavalo, correr nas ruas do meu bairro,
andar de bicicleta logo pela manhã,
chutar bola no “campinho” de futebol perto da casa do Gilberto, amigo do Kal meu irmão,
de nadar no “riozinho” perto do taquaral, de beijar a minha primeira namorada,
de ir para escola mesmo reclamando,
de ficar mais tempo com os meus irmãos, a Rose e o Kal, ficar com os meus amigos,
com o meu avô, comer aquela broa de fubá feita pela minha avó,
de me esconder atrás do banco do fusca do meu pai,
só para acompanha-lo até o centro da cidade
e depois dar um passeio com ele, onde ele, me levava para comer pastel e tomar guaraná. Eu gostaria tanto de ter hoje 11 anos...
E ter a minha mãe ao meu lado.
Escrito por Mauro Medeiros às 00h48
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Brisa...
Uma brisa leve toca a minha face, movimenta os meus cabelos e “zuni” em meus ouvidos, penetrando minh’alma, que entorpecida pela suavidade acaricia a brisa.
Escrito por Mauro Medeiros às 14h11
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Pra você...

(...) Junto palavras, como quem colhe flores, para te fazer um presente.
Escrito por Mauro Medeiros às 00h06
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Por que partir tão cedo?
Busco o perfume da rosa,
as lembranças da Rosa,
seus retratos,
seus guardados,
tenho ainda o último brinquedo,
acho que não ganhei mais nenhum brinquedo desde o seu “último”,
olho para ele,
dou corda e ele anda,
Rosa, por que partir tão cedo?
Mãe hoje tenho uma filha da mesma idade que tinha eu em nossa despedida.
Desculpa-me as lágrimas,
a tristeza que ainda carrego em meu peito,
a dor que ainda sinto,
os versos tristes que lhe dedico,
mas hoje sinto o meu pesar,
sinto falta de deitar no jardim e olhar para o céu e observar o desenho das nuvens,
sinto falta do meu doce predileto,
das horas de estudo ao seu lado;
eu deveria ter sido um melhor aluno,
para não lhe causar tantos aborrecimentos como causei.
Já foi passou, a mãe perdoou.
Rosa, minha flor, minha mãe,
Rosa, o meu peito range de saudade.
Escrito por Mauro Medeiros às 23h37
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Days And Dark Nights II...
Hoje não quero que as flores revelem os meus sentimentos,
não desejo ao menos que me vejam,
estarei hoje, escondido de mim mesmo,
serei meu próprio fugitivo...
Desejarei a noite com seus véus e mantos escuros.
Serei o meu vazio,
me negarei às “coisas” aprendidas,
deixarei o meu saber entregue ao poço da minha descrença...
- Quem me buscaria da agonia, do terror, do meu próprio pavor?
- Quem me ouviria gritar dentro do meu peito?
Mantenho meu gemido ainda em minha garganta,
mantenho meus olhos fechados,
os ouvidos tapados,
tranco o meu corpo, sem mesmo por minhas mãos atingir-me...
Hoje não posso viver...
Escrito por Mauro Medeiros às 10h47
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Letargia...
...O meu peito acelera e retarda ao mesmo tempo,
numa pulsação totalmente estranha,
meus olhos vibram,
toda movimentação à minha volta tem um ritmo diferente do que sinto,
minhas asas são enormes,
tais como a minha letargia.
E me lanço em vôo único,
onde atinjo nuvens e estrelas,
sobrevôo também cabeças
que movimentam-se perdidas,
batendo-se umas nas outras.
Sobrevôo, flores e espinhos
e a eles me agarro ao despencar desse vôo
ferindo-me mesmo antes de mutilar minhas enormes asas,
que agora caem à minha frente
com uma coloração vermelha
semelhante ao sangue que jorra em lugar das minhas lágrimas... As asas pesam-me, mesmo longe de mim.
Escrito por Mauro Medeiros às 00h27
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Pequeno é o canto onde canto...
Ouça o meu canto,
por vezes alegre,
noutras "lamurioso"...
Ouça o meu canto,
que em algum lugar é ouvido,
antes que esquecido,
é meu pequeno enquanto,
meu som é emitido,
não passando talvez de um ruído.
O meu pequeno encanto,
ao som do vento é sentido,
pois que pequeno,
é o canto onde canto.
Escrito por Mauro Medeiros às 18h34
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...Num peito que me abrigue
“ Para sobreviver, eu preciso de um pouco de terra fofa,
assim como uma cama macia,
um pouco de água por dia,
assim como um bom banho,
um pouco de sol,
assim como a luz dos seus olhos,
um vaso próprio ou um belo jardim,
assim como um coração num peito que me abrigue.
Para sobreviver, eu preciso de você.”
Escrito por Mauro Medeiros às 23h17
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Inveja...
Dá-me ao corpo a felicidade que tem os olhos meus,
que a observam por alguns instantes.
Dá-me às mãos e aos lábios prazer igual ou maior,
que tem hoje os olhos meus.
Dá-me aos olhos meus então, a inveja,
quando o teu corpo me buscar.
Escrito por Mauro Medeiros às 22h09
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Preciso ver as flores, sentir seu perfume, acreditar nelas, sonhar... Ainda que acordado.
Escrito por Mauro Medeiros às 00h44
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Um pouco de TV...
Histórias que o povo conta...

Marina Anlop e Renata Moreno
fotos: Luiz Paulo
imagens: Mauro Jorge Tavares

Um pouco da televisão popular, da teledramaturgia mais popular...

Direção de Mauro Medeiros
Escrito por Mauro Medeiros às 15h41
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Um pouco mais de teatro...

Das Vezes Que Mamãe Chorou Texto e direção de Mauro Medeiros 1997 - em cena Patricia Pires (Mãe)
Escrito por Mauro Medeiros às 12h07
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Tatuagem...
Depois da noite, quando o amanhã vier, não vá embora como se nada tivesse acontecido e deixa em algum canto da casa a tua imagem, como um desenho, ou em meu peito feito tatuagem...
Escrito por Mauro Medeiros às 01h00
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Nem todas as flores são de plástico...
Das flores que te dei, as mais belas eu roubei, dos versos que te escrevi, os mais belos eu criei. Agora escolhe o teu presente; queres em versos ou em flores?
Os versos seus são meus, faço eu, as flores... Nem todas as flores são de plástico.
Escrito por Mauro Medeiros às 00h57
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O pequeno retrato...

Pequeno,
não me recordo de meus sonhos,
mas volto meu olhar uma vez mais ao pequeno retrato
e nele visualizo coisas que não mais existem,
um carrinho de bebê, o muro de tijolos, o varal com as poucas roupas...
Mas existe a foto,
o pequeno retrato,
Onde não mais me encontro,
no colo de minha mãe...
Amparado pela Rosa...
(para minha mãe, saudades sempre)
Escrito por Mauro Medeiros às 15h17
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Voltar aos sonhos...
Eu preciso um pouco mais de mim,
voltar aos sonhos de antes,
olhar por um momento como quem observa do alto o que já foi feito,
o que ficou para trás,
olhar sem demora, sem melancolia,
sem abandonar as flores,
abraçar o meu coração,
mesmo se o encontrar em outro peito,
senti-lo pulsar
e entrega-lo aos sonhos...
Escrito por Mauro Medeiros às 15h24
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Voltar a voar...
...Talvez as horas passem em uma velocidade diferente de antes,
as coisas de antes percam a sua velocidade,
o sol e a lua reflitam o mesmo brilho no céu.
Do céu caiam minhas asas
e assim eu volte a voar novamente,
talvez por horas eu ainda espere por esse vôo,
mas o farei.
Escrito por Mauro Medeiros às 17h14
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Sonho...
Trago você em meu sono, sonho você por toda a noite,
sou em meu sono viajante seu,
percorrendo seus espaços, aportando onde me apontas.
Vou e volto dessa viagem, por vezes seguidas,
fazendo caminhos vários, alguns poucos conhecidos,
outros, ainda por explorar.
Mas percorro seu caminho sem a pressa de chegar.
Sendo você a minha estrada, solto-me nessa viagem,
deixo que o sonho me leve,
conduzindo-me em você, pra onde a noite me levar.
Sonho você por toda a noite.
Sonho no sonho em você me encontrar...
Escrito por Mauro Medeiros às 01h12
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Longe do meu peito chora a flor
sem que eu possa acariciá-la,
pois que das mãos pesadas que tenho,
acostumadas aos espinhos,
poderia suas pétalas esmagar.
Longe dos meus braços não abraço a flor
Longe dos meus lábios seus beijos não tenho
e nem o seu perfume que suave é levado pela brisa da manhã
...onde longe do peito da flor sou eu quem choro.
Escrito por Mauro Medeiros às 16h57
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Para um Amigo Samurai...
Meu amigo Samurai...
Um Samurai, não um Tom Cruise, nem sei se o último Samurai,
mas um amigo Samurai,
dedicado, sincero, honesto,
pronto para servir, ou melhor, ajudar...
Um gigante em tamanho,
tão hábil e inocente, num coração de menino,
trazendo sempre um sorriso estampado no rosto,
mesmo antes de lutar,
de manejar suas armas,
de exibir sua força e fúria.
Meu amigo Samurai...
Escrito por Mauro Medeiros às 00h22
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Brando...
... E morreu Marlon Brando,
o selvagem, o chefão, o louco, o apaixonante, o apaixonado, o brilhante...
E morre sem desaparecer,
não some, muda de ilha,
como já havia feito antes,
traz-nos o apocalipse,
deixa-nos uma mensagem para que vejamos no futuro,
contando-nos nossa história,
seus escândalos, amores, as dores,
o tormento, o sofrimento.
Brando, romântico, desafiador, brutal, intenso...
Um olhar, um jeito de jogar a cabeça, uma pausa no falar.
Agora uma pausa...
Escrito por Mauro Medeiros às 22h41
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Azul...
...E um tanto das coisas que tenho hoje em mim,
são partes de flores e azuis,
quando me foge a melancolia,
quando me agrada um olhar,
um beijo, um toque,
um pouco do seu cheiro,
que eu sinta,
um tanto de você,
que eu tenha...
Escrito por Mauro Medeiros às 17h23
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Blue...
Eu hoje serei a rosa, a violeta, serei o copo de leite, a Bela Emília,
serei uma flor no seu jardim e lá ficarei por toda a noite,
por todo o dia, por tantos dias.
Me fortificarei ao sol,
ao luar,
na chuva,
ao vento,
no orvalho,
na brisa da manhã,
na terra que me ampara e me sustenta,
na seiva que em mim circula e até às abelhas alimenta.
Serei a flor também frágil,
serei sem espinhos,
de delicadas pétalas e suave perfume,
serei azul.
E aguardarei por você ser colhido.
Escrito por Mauro Medeiros às 01h18
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