Auto-retrato...
Os cabelos curtos, já foram longos,
Quase negros agora apontam alguns fios brancos,
Os olhos de um castanho escuro em formato amendoado,
Muitas vezes cobertos por óculos,
Prontos para observar o mundo.
Nariz! O meu nariz...
Lábios grossos,
Sorriso largo!
Pele morena herança da mistura de espanhóis, árabes, portugueses e índios.
Sempre pensativo...
Falar manso,
Apaixonado pelo que faço,
E embora distante, ainda sou um homem de teatro, sou artista,
Sou amante,
Sou poeta...
Um sonhador, como dizia a minha avó...
Quase viro música!
Eu não sou o melhor pai do mundo,
Embora a minha filha acredite que sou.
Não sou o melhor filho,
Pois saí cedo de casa guardando na lembrança as manhãs com o meu pai...
E ainda choro de saudades a “perda” de minha mãe, sua morte prematura...
Não sou o melhor irmão,
Sou apenas o que pede mais ajuda e carinho, talvez pela distância física...
Não sou de muitos amigos,
Mas carrego cada um apertado em meu peito.
Não sou o melhor namorado,
Mas procuro um peito manso para acolher meu coração perdido...
Sou aquele do olhar para o horizonte,

Sou menino...
Escrito por Mauro Medeiros às 22h56
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