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Rosa...

Um dia, não mais vi a Rosa como ela era,

suas pétalas não mais iriam cair,

ela se fechava em botão,

seus outros três pequeninos brotos é que se abririam...

Um dia, vi partir a Rosa,

sem que pudesse segurá-la,

apenas deixei que meu bilhete a acompanhasse,

como um último recado...

Um dia, sentei-me ao lado de outras flores para chorar a Rosa,

nunca deixei de lembrá-la,

seus dias, como eram os de hoje passaram em oração,

nunca deixei de chorá-la...

Um dia, perguntarei ao jardineiro,

que colheu a Rosa de meu jardim,

e que tantas flores ele já tinha:

Por quê levar a minha flor?

A Rosa de pequeninos brotos,

a Rosa de pétalas macias,

sem espinhos,

a Rosa, que flor, de minha mãe se fazia...

 

(para a minha Rosa, minha mãe... Saudade.)



Escrito por Mauro Medeiros às 23h01
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Auto-retrato...

Os cabelos curtos, já foram longos,

Quase negros agora apontam alguns fios brancos,

Os olhos de um castanho escuro em formato amendoado,

Muitas vezes cobertos por óculos,

Prontos para observar o mundo.

Nariz!  O meu nariz...

Lábios grossos,

Sorriso largo!

Pele morena herança da mistura de espanhóis, árabes, portugueses e índios.

Sempre pensativo...

Falar manso,

Apaixonado pelo que faço,

E embora distante, ainda sou um homem de teatro, sou artista,

Sou amante,

Sou poeta...

Um sonhador, como dizia a minha avó...

Quase viro música!

Eu não sou o melhor pai do mundo,

Embora a minha filha acredite que sou.

Não sou o melhor filho,

Pois saí cedo de casa guardando na lembrança as manhãs com o meu pai...

E ainda choro de saudades a “perda” de minha mãe, sua morte prematura...

Não sou o melhor irmão,

Sou apenas o que pede mais ajuda e carinho, talvez pela distância física...

Não sou de muitos amigos,

Mas carrego cada um apertado em meu peito.

Não sou o melhor namorado,

Mas procuro um peito manso para acolher meu coração perdido...

Sou aquele do olhar para o horizonte,

Sou menino...



Escrito por Mauro Medeiros às 22h56
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