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Os mesmos olhos...

Mais cedo do que pensava,

E mais tarde do que desejei,

Encontrei em meu caminho os mesmos olhos que por vezes fitei,

Os olhos da menina dos pés molhados,

Um tanto do canto do céu,

Que partiu com a chuva...

Minhas perguntas sem respostas,

Nenhuma conversa,

Sem um café desta vez,

Apenas o cheiro que no ar exalava...

E logo após sua partida,

A chuva mansa se fez,

Sem poder seus pés molhar,

Respingando apenas em meu rosto,

Enquanto observava um tanto do céu,

Que escuro,

Não mais seus olhos lembravam...



Escrito por Mauro Medeiros às 23h40
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Casa Perdida...

Já me perdi em tantas casas iguais que encontro em meu caminho,

não consigo encontrar a casa de onde saí esta manhã,

o dia já se vai,

o sol se esconde atrás das colinas,

e no vale,

o manto escuro da noite,

 não me permite identificar a morada que me acolheu em prazer,

por toda a noite anterior.

Ao sair em felicidade,

abraçado pela alegria,

não notei a semelhança que havia entre todas as casas do lugar,

todas as ruas,

os rostos semelhantes de toda a gente.

Cansei...

Sentei-me em um canto qualquer,

num banco de pracinha,

tão igual ao de outras três,

num jardim de poucas flores.

Abri o vinho,

que havia comprado para comemorar o prazer,

na casa que não mais encontrava,

parti o pão,

companheiro do vinho,

meus únicos parceiros ao lado de poucas flores,

na noite agora de um luar claro,

de uma lua prateada,

grande,

que tomava boa parte do céu de tantas estrelas.

E por longos momentos ali permaneci.

Recordei a noite que tive,

a dama que me acompanhou em prazer,

me permitindo ser "perdido",

sentia o cheiro que a noite trazia,

o cheiro das flores,

sentia o gosto da bebida,

lembranças dos beijos,

os cabelos entrelaçados em meus dedos,

o corpo nu colado ao meu,

os olhos...

O sorriso...

Os pés junto aos meus,

nossos movimentos,

sua voz...

O vinho chegava ao fim,

a minha noite se tornava longa,

minhas recordações da noite anterior,

ainda me acompanhavam

e a saudade dos beijos...

O desejo...

O suave toque das suas mãos...

Adormeci.



Escrito por Mauro Medeiros às 19h30
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Conversa Que Tive...

O meu jeito de olhar ficou perdido,

diante dos olhos que via,

do movimento que tinha...

Meus dedos voavam,

tentando encontrar nas letras,

aquelas que me identificassem,

tiveram a mesma tarefa das asas de antes,

o som vinha do silêncio,

de onde brotavam as palavras,

testemunhas únicas de nossa conversa...

Na próxima, trarei as flores!!!



Escrito por Mauro Medeiros às 23h20
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