Mãe
Na hora da minha partida, unge a minha cabeça com um óleo suave,
Deixa em minha pele, um cheiro de flores,
Veste-me com um manto alvo,
Junta os lírios em meu peito
E cruza meus braços sobre eles.
Das pétalas das rosas,
Faz um tapete sobre o chão,
Para que meu corpo seja conduzido com leveza,
Avisa aos poucos amigos,
Das lembranças que deles levarei,
Do amor e do afeto que me foi dado.
Os meus filhos...
Peço que os consolem
E não os deixem perderem-se em revolta.
Tranqüilizem-nos o peito,
Cantem-lhes canções,
E permitam sempre que eu esteja em suas memórias.
Escrito por Mauro Medeiros às 13h15
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