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identidade digital


Infância Interrompida

O que está acontecendo com as nossas crianças?

Crianças aterrorizadas, privadas da felicidade, de sua inocência...

Expostas a dura realidade da vida mal orientada...

Sem casas de boneca, ou outros brinquedos.

Crianças que prematuramente despedem-se da vida.

A infância interrompida.

 

"Dei uma moeda no farol e a criança me sorriu contente...

Uma criança que talvez esperasse um pouco mais de nós e de todos que passam por suas vidas e nem as notam...

Uma criança que talvez desejasse uma simples brincadeira de olhar uma estrela cadente e fazer um pedido, esperando que o seu desejo se realizasse, uma criança que talvez só desejasse um carinho de mãe ou de pai, ou do irmão, que da mesma forma que ela tem os mesmos desejos, sem conseguir realiza-los.

Uma criança, como tantas outras, como nossos filhos, que são só crianças!!!"

 

Talvez uma criança possa mesmo estender sua mão e encontrar uma outra que a conduza, talvez nem precisemos mais recorrer aos céus, como medida emergencial, em que uma mãe chora a perda de seu filho...

"É duro não ver um filho crescer, preparar o seu funeral ao invés do seu berço."

 

Uma criança, uma menina mal orientada, vai até uma clínica clandestina, uma casa de abortos, o desespero, o medo, uma gravidez prematura, aliada a uma prática ilegal.

A menina de apenas 14 anos passa mal após o aborto e morre.

Uma criança que se despede da vida sem permitir a chegada de outra.

 

 

Uma criança morre no mundo, uma esperança que se perde, uma promessa que se vai.

Uma criança sofre no mundo, uma dor que não passa...

Uma criança chora no mundo...

 

As crianças dormem e morrem nas calçadas, perdidas nas ruas, embaladas por sonhos e canções que não as acalantam, não as nutrem, não as satisfazem...

Crianças perdidas de seus sonhos...

Quem cuidará das nossas crianças?

 

Quem chora agora por uma criança em algum lugar do mundo,

chora na noite em algum lugar da noite, chora em algum lugar do dia.

Chora também por si mesmo.

 



Escrito por Mauro Medeiros às 18h51
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